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[Resenha/Música] Gackt – Jesus

Publicado por Marco Rigobelli em 01/12/2008

GacktJesusCover

Outro Single? Nãããããooooooo...

Essa é a primeira resenha que farei pelo blog, começando com uma músical e com meu músico favorito. O japonês Gackt Camui.

Como tem sido comum para ele ultimamente, Jesus é mais um Single. Reza a lenda ser uma prévia do próximo álbum que pelo visto só sai junto com Duke Nukem Forever.

Prós

  • No pacote especial de CD+DVD, além do Single vem um clipe da faixa título. De longe o melhor da carreira do cantor, que segue o tema da música e tem fotografia e direção de níveis muito altos.
  • Tem também o mais belo encarte entre todos os Álbuns e Singles de seu trabalho solo.

Mas é uma pena, porque as coisas boas acabam aqui.

Contras

  • A parte técnica é sim muito boa. O problema é a música, aquilo que interessa, ele tenta novamente visitar o Hardcore assim como foi em Wa.su.re.nai.ka.ra. Mas diferente da música citada, em Jesus não funciona. O que sempre marcou a carreira solo do Gackt para mim são as músicas diferenciadas com experiências e mistura, geralmente evitando as tendências e constantemente usando de piano e violino além de aproveitar a ótima banda que é a GacktJob. Essa última investida, me pareceu mais por preguiça do que por ter composto algo realmente bom, já que a música acabou ficando repetitiva e cansativa. Senti como se o vocalista do AKFG tivesse recebido uma voz mais grave.
  • Mais uma vez ele coloca uma música antiga sem mudança fácilmente perceptível com relação à versão original. Dessa vez foi com Sayonara. É basicamente a mesma música, com umas poucas diferenças e que ao ser reaproveitada neste disco acabou gerando o boato de que ele estaria se despedindo de sua carreira muscial.
  • Temos também outra mania constante dele que é acrescentar as versões “instrumentais” das músicas presentes no Single. Coloco instrumentais entre aspas porque na minha concepção, os backing vocals não são parte do conceito intrumental. Mas como sempre acontece, eles estão lá, em uma versão literalmente tirada da música já que nenhuma alteração no tom ou na levada das músicas, o que geralmente se espera de versões instrumentais, foi feita. Deveria ser chamada de versão Karaoke…

Um sério déficit de inspiração ou pura preguiça, uma dessas duas coisas vem afetando o trabalho da mais bela voz da música japonesa, como ele é conhecido. Já que além do fato de só ter lançado Singles nos últimos tempos, estes mesmos Singles serem extremamente repetitivos, parecerem versões pasteurizadas de outras músicas dele e não chegarem nem perto do que ele é capaz vem diminuindo cada vez mais a espectativa tanto dos fãs quanto da crítica com relação a seus futuros intercursos musicais.

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