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[Resenhas/Cinema] Watchmen – O Filme

Publicado por Marco Rigobelli em 10/03/2009

Achou mesmo que eu não colocaria nenhuma piadinha idiota aqui?

Achou mesmo que eu não colocaria nenhuma piadinha idiota aqui?

Falar de Watchmen é complicado para 90% dos fãs de quadrinhos e nerds em geral. Eleita uma das maiores obras de literatura da história, ela mexeu e ainda mexe com muitos sentimentos e conceitos, até então, pré-estabelecidos a respeito das histórias em quadrinhos e do universo dos Super-Heróis.

Creio que na verdade, até Watchmen e Batman – O Cavaleiro das Trevas os quadrinhos nunca tiveram uma obra símbolo, personagens símbolo sim, às dezenas, mas uma obra que fosse importantíssima por si só independente de quem a protagonizasse. Não.

Foi então que alguns anos atrás, em um Easter Egg dentro de um dos trailers do ótimo 300 o que já era fato foi oficializado: Watchmen seria finalmente adaptado aos cinemas e com a direção de Zack Snyder. Muito tempo se passou, com a divulgação do elenco, o temor dos fãs, protestos do roteirista Alan Moore (que se você não sabe quem é, retire-se deste blog agora!) e dúvidas sobre como tudo seria feito. Até o primeiro teaser, aclamado por grande parte daqueles que o viu, trazendo um fôlego que parecia ter se esvaído, junto com o aperto no coração dos fãs, tudo parecia muito bom. Mas ainda precisávamos ver para crer. Então no dia 6 de março de 2009 o filme teve sua estréia mundial.

Prós

  • Como bem definiu o Mushisan: “Watchmen não é um filme, é uma transposição quase literal de uma obra entre mídias.”, a útlima vez que tive a sensação de ler HQs em movimento foi com 300 do mesmo diretor. Esperava por algo assim e não me decepcionei.
  • Na verdade, não sei em qual ponto colocar esse quesito, mas como eu gostei, vai em prós: O filme é absurdamente sexual, para ambos os sexos, e isso foi bem usado para chamar a atenção do espectador.
  • Zack Snyder acertou na mosca as cenas que deveriam ser aumentadas. A morte do Comediante, a cena do sexo consumado entre o Coruja II e a Espectral II.
  • A trilha sonora foi muito bem escolhida e executada, no momento certo, no clima certo.
  • A cena de abertura e os créditos iniciais por si só valeram o filme, um filme me pega quando começa à 200 Km/h, Watchmen começou à 500 Km/h.
  • As atuações de Jeffrey Dean Morgan como Comediante, Patrick Wilson como Coruja e de Jackie Earle Haley como Rorschach são dignas de nota por todo o ano. São todos muito fiéis e alguns até mudaram minha visão a respeito dos personagens.
  • O filme é visualmente maravilhoso, ajuda muito o fato do elenco feminino do filme também ser um deleite aos olhos.

Contras

  • Essa “transposição literal” causou alguns problemas na narrativa, já que uma obra com 12 capítulos não caberia de forma alguma em um filme só. Não em um com menos de quatro horas.
  • A dublagem do Dr. Manhattan é um pouco incômoda para os mais críticos, parece sem sincronia.
  • Senti falta das cenas com o jornaleiro, apesar de entender seu não uso. Mas seria interessante dar ao espectador um pouco da visão “cívil” de tudo isso.
  • As cenas de Marte, umas das mais importantes da Graphic Novel, foram mal executadas e pareceram estar perdidas no meio do filme.
  • O exagero na ação gerou um problema: as partes sem ela praticamente anulavam a injeção de adrenalina, causando confusão nos leigos.
  • As mesmas cenas de ação exageradas, na qual os vigilantes destruiam paredes gerava a dúvida se eram superseres ou pessoas normais fantasiadas.
  • Malin Akerman, intérprete da Espectral II é linda, mas fez a mesma cara de pôster quase todo o filme, seus melhores momentos eram as cenas no escuro, lamentável, uma das minhas personagens favoritas.

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O Plot – Cinco linhas para a história definir

Publicado por Marco Rigobelli em 01/11/2008

Essa é de longe a parte mais complicada pra mim, só não tanto quanto pensar em um título. Mas antes de qualquer coisa, devo explicar o que é o “Plot” que vem do inglês e significa pedaço, resumo. É como uma sinopse de toda a história que você faz para si próprio, não é regra, mas ela deve manter no máximo 5 linhas ou mesmo uma frase.

O Plot serve como uma forma do autor entender o enredo, é algo que ele deve seguir para que a história não comece a perder o sentido em algum ponto. “Com grandes poderes vem grandes responsabilidades” é o do Homem-Aranha, claro, muitas histórias não seguem ele nem em segundo plano e essas costumam ser as piores, mas a base do que formou e simboliza o Amigão da Vizinhança é essa. A do Batman é “Um dia ruim pode mudar qualquer pessoa” ele e todos os seus vilões são guiados por isso. Etc.

Muitas vezes, histórias inteiras saíram apenas do Plot, que acaba sendo usado como um argumento (termo que será explicado em uma das próximas aulas).

Acredito que alguns devem se perguntar ainda o porque de usar isso se foi tudo especificado na história. Então vamos fazer um teste: Peguem a história que escreveram e analisem, ela não pode ser considerada uma coisa condensada, nela provavelmente você especifica como os personagens vão interagir entre si no decorrer da história, o que eles vão mudar no mundo, personagens de menor importância que vão aparecer muito pouco, talvez o final e por aí vai. E eu te pergunto: Você vai ter paciência de revisar tudo isso sempre que for escrever o roteiro de alguma edição? Porque vai precisar fazer isso para acabar não cometendo nenhum erro de continuidade na história.

É esse um dos usos mais úteis do Plot, com esse resumo do que o enredo diz, você só precisa se preocupar em checar a história para não desmentir nenhuma informação dada anteriormente e com essas poucas palavras você vai conseguir guiar o andamento das edições tendo ainda a possibilidade de improvisar sobre a história já planejada.

Ele também é útil ao se apresentar a HQ para possíveis ou o desenhista dela, ajudando-o também na construção da narrativa. Fora que facilita muito na divulgação do trabalho.

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Let’s put a smile on that face!

Publicado por Marco Rigobelli em 09/08/2008

HAHAHahahAHAHAhAhAhAhAhahahAHaHaha!

HAHAHahahAHAHAhAhAhAhAhahahAHaHaha!

Já tinha vontade de escrever isso desde que assisti O Cavaleiro das Trevas pela primeira vez. Mas não encontrava palavras ou mesmo argumentos. Talvez porque tudo estivesse muito fresco em minha mente. Mas graças ao livro recém-lançado com as artes conceituais do filme mostrando como o Coringa nele poderia ter sido resolvi escrever essa longa análise não só sobre o personagem, mas também sobre ele no filme, sobre se a sua existência, seguindo a proposta dos novos filmes, seria possível no mundo real e o mais importante, ele vai ser aproveitado nos quadrinhos ou será exclusivo dos longas?

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