Ideias Soltas no Ar

As ideias podem não ter mais acento, mas ainda continuam as mesmas (ou quase).

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Organizando – O Roteiro – Ordens, escolhas e metodologias de desenvolvimento.

Publicado por Marco Rigobelli em 10/01/2009

No primeiro texto depois de um breve retiro desse que vos escreve, voltamos com a primeira Aula de Roteiro do ano!

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Organizando – A História – Padrões, rotinas e curiosidades sobre o desenvolvimento da história

Publicado por Marco Rigobelli em 06/12/2008

curso-de-roteiro-thumb.gifEssa pode ser considerada a parte menos trabalhosa de todo o processo de criação e desenvolvimento da história. É aqui também que tudo se conclui e afunila para o roteiro dos capítulos ou da edição, tanto faz.

Nesse estágio do trabalho, você pega tudo o que foi feito até então e condensa em algo coeso. Mesmo aqui, ainda é possível transformar uma história ruim em algo bom, apenas sabendo escolher sabiamente o que fica e o que vai ser descartado entre as idéias que você teve até agora.

Mas como, e em qual ordem você faz isso é muito pessoal, eu costumo primeiro ligar as histórias e os acontecimentos de cada personagem fazendo uma revisão, porque por mais que nada disso seja mostrado ou mesmo usado durante o decorrer da HQ, eu acho importante saber de todos esses detalhes para enriquecer os personagens, para entender como a psicologia deles funciona e assim torná-los mais críveis como pessoas (ou animais falantes, alienígenas, demônios…). Depois, organizo o cenário e como os personagens se situam nele, além de colocar como o mundo se envolve e o quanto ele é responsável pela história, repito, isso é pessoal; até porque, uma das minhas características é sempre destacar o cenário da história como um dos protagonistas, tentar esclarecer quais foram as influência nas personalidades dos personagens pelo que o mundo foi responsável.

Aqui, muitas das idéias podem surgir sem aviso, que talvez mudem completamente os planos do autor e podem até concertar algumas displicências do enredo, o Plot pode ser aperfeiçoado e o andamento das páginas é planejado. Aqui também é quando muitas idéias já concebidas podem e vão ser colocadas em cheque ou até mescladas tornando o enredo mais consistente e surpreendente para o leitor.

Não que isso tudo que foi planejado vai ser seguido, dificilmente é. A história sempre pode tomar rumos inesperados, até porque, quem deve guiá-la são os personagens, não o roteirista. A organização serve exatamente para que a história tome um rumo próprio mas sem parecer confusa ou improvisada em excesso.

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Narrativa & Arte – Qual a importância dessas duas palavras?

Publicado por Marco Rigobelli em 05/10/2008

Essas duas palavras sempre foram muito conflitantes quando o assunto é quadrinhos, muitos dizem que nos quadrinhos a arte é crucial, importantíssima para o bom andamento e entendimento da historia. Enquanto que outros defendem que a narrativa é muito mais importante, já que sem ela apenas os desenhos não teriam como contar a historia. Vou tentar ser imparcial e ajudar cada um a tomar sua própria decisão sobre o que é importante e o que não é na concepção de cada um.

Cada um deles tem sua importância própria e cabe ao desenhista, o roteirista ou ambos decidir o que é mais importante para determinada história. Sim, isso varia muito de enredo para enredo também, do que adiantaria uma comédia como Dr. Slump ter uma arte extremamente bem trabalhada e detalhista? Akira Toriyama se mostra um mestre nisso, Dr. Slump, um mangá mais linear engraçado tem personagens caricatos, que enriquecem o fator cômico do trabalho, enquanto que Dragon Ball, seu maior sucesso, tem uma arte mais trabalhada, proporções mais corretas, personagens mais sérios. Mas tudo depende muito do desenhista. Já que ele não é obrigado a ter estilos diferentes de arte dependendo da história.

Esse “antagonismo” entre narrativa e arte torna-se pior quando o roteirista também é o desenhista. Já que enquanto a historia está se desenvolvendo em sua mente é comum que surjam perguntas como: “será que devo deixar a desejar na arte desse quadro para que possa passar mais a emoção dessa cena?”

Isso pode parecer besteira, mas acreditem em mim, acontece com freqüência. Mas isso faz parte do equilíbrio entre arte e narrativa que sempre faz a mente do roteirista/desenhista trabalhar mais do que grande parte dos outros artistas.

Vale lembrar também que uma arte fraca pode ser salva por uma narrativa muito boa, e vice-versa. Mas também existem casos e casos. Uma arte boa com certeza salva historias tiro curto, simples, que não precisem de grande atenção e/ou entendimento do leitor. Já que muitas vezes quem compra quadrinhos em geral não é o publico que o debulha lendo do inicio ao fim, saboreando cada frase e ponto. Mas sim alguém que compra simplesmente para ver a arte, o que não é a forma correta de se consumir quadrinhos, mas aqui não estamos falando como moralistas da nona arte, e sim estamos trabalhando com as formas como uma editora pensaria: “vendeu, cumpriu o objetivo”. É uma forma fria de tratar nossos trabalhos, mas é com isso que muitos profissionais do ramo têm que lidar com freqüência.

Já uma boa narrativa mantém histórias longas na memória dos fãs, principalmente os mais assíduos. Temos como exemplo a queda do mercado norte-americano, com seus heróis balzaquianos, alguns até geriátricos, para não dizer o fato de a praticamente cada cinco anos, a cronologia ser “zerada”. Depois de tantos anos com revistas deles vendendo fica meio inverossímil qualquer uma das historias que tem sido publicadas. Mas uma grande prova do poder da narrativa é o fato de que as artes maravilhosas, de grandes desenhistas (muitos deles brasileiros), não conseguem salvar mais a pele de personagens como o Super-Homem que trabalha a quarenta anos no planeta diário! Sua aposentadoria deve ter alcançado valores astronômicos!

Mas sempre que surge algum grande roteiro as vendas voltam a estourar no mundo todo, tomem como exemplo a “Batman – Ano Um”, ou “A Piada Mortal”, ” Super-Homem entre a Foice e o Martelo”, “Watchmen”, “Batman – O Cavaleiro das Trevas”… Todas essas HQs foram fora de série, poucos artistas conseguiriam se aproximar de um primor de narrativa como esse, somado ainda a uma bela arte. Aconselho a todos os fãs da arte seqüencial e todos os que querem se tornar roteiristas que leiam qualquer dessas obras.

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Referências Bibliográficas

Publicado por Marco Rigobelli em 07/06/2008

Essa é a primeira parte de um tutorial de roteiro que já publiquei em alguns lugares, mas nunca consegui terminar (sou muito relapso…). Pretendo finalmente conseguir isso em função do blog. Essa coluna vai ser escrita todo primeiro sábado do mês.

As aulas estão planejadas para serem publicadas sob os seguintes temas nesta determinada ordem:

Referências bibliográficas

Personagens – a vida e a alma da história

Personagens – Originalidade

Brainstorm – A história se desenvolvendo

Narrativa e arte – Qual a importância dessas duas palavras?

Organizando – a história

O Plot

Organizando – o roteiro

Edição por edição – a importância de andar um passo de cada vez

Roteiro – Formato Script

Roteiro – Formato Lay-out

Diagramação – indispensável para um boa história

Onomatopéia – Escrevendo o que se está ouvindo

Leitor – Prendendo sua atenção e conquistando sua fidelidade

Ação – tornando sua coreografia convincente

Diálogos

Narrador – Fundamental ou dispensável?

Tempo – Passando anos em segundos

Estilo Narrativo – Sua personalidade em suas histórias

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