Posts com Tag ‘História em Quadrinhos’
Publicado por Marco Rigobelli em 22/06/2009

Se quiser queimar, pense duas vezes e me dê seu exemplar
Qual não foi minha surpresa quando assistindo um SPTV vi a matéria sobre o pedido de recolhimento de uma das maiores obras-primas da história dos quadrinhos, Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço. Obra definitiva do mestre Will Eisner, criador de Spirit e responsável pela definição das Histórias em Quadrinhos modernas como elas são.
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Publicado por Marco Rigobelli em 16/06/2009

Isso tudo é da época em que se amarrava cachorro com linguiça
Chamar a Indústria Brasileira de Quadrinhos de “Indústria” é um elogio com muito boa vontade. Anos atrás esse título era válido e merecido, hoje não.
Sim, ainda temos Turma da Mônica, e o enfadonho Turma da Mônica Jovem, adaptações de obras literárias, almanaques de tiras. Tudo isso faz muito bem para o mercado, mas não constitui a totalidade dele, muito menos tudo o que ele pode e precisa cobrir. Faltam obras, muitas delas são sim publicadas, mas de forma independente ou amadora, tornando seu conhecimento no mundo mainstream complicada.
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Publicado por Marco Rigobelli em 10/03/2009

Achou mesmo que eu não colocaria nenhuma piadinha idiota aqui?
Falar de Watchmen é complicado para 90% dos fãs de quadrinhos e nerds em geral. Eleita uma das maiores obras de literatura da história, ela mexeu e ainda mexe com muitos sentimentos e conceitos, até então, pré-estabelecidos a respeito das histórias em quadrinhos e do universo dos Super-Heróis.
Creio que na verdade, até Watchmen e Batman – O Cavaleiro das Trevas os quadrinhos nunca tiveram uma obra símbolo, personagens símbolo sim, às dezenas, mas uma obra que fosse importantíssima por si só independente de quem a protagonizasse. Não.
Foi então que alguns anos atrás, em um Easter Egg dentro de um dos trailers do ótimo 300 o que já era fato foi oficializado: Watchmen seria finalmente adaptado aos cinemas e com a direção de Zack Snyder. Muito tempo se passou, com a divulgação do elenco, o temor dos fãs, protestos do roteirista Alan Moore (que se você não sabe quem é, retire-se deste blog agora!) e dúvidas sobre como tudo seria feito. Até o primeiro teaser, aclamado por grande parte daqueles que o viu, trazendo um fôlego que parecia ter se esvaído, junto com o aperto no coração dos fãs, tudo parecia muito bom. Mas ainda precisávamos ver para crer. Então no dia 6 de março de 2009 o filme teve sua estréia mundial.
Prós
- Como bem definiu o Mushisan: “Watchmen não é um filme, é uma transposição quase literal de uma obra entre mídias.”, a útlima vez que tive a sensação de ler HQs em movimento foi com 300 do mesmo diretor. Esperava por algo assim e não me decepcionei.
- Na verdade, não sei em qual ponto colocar esse quesito, mas como eu gostei, vai em prós: O filme é absurdamente sexual, para ambos os sexos, e isso foi bem usado para chamar a atenção do espectador.
- Zack Snyder acertou na mosca as cenas que deveriam ser aumentadas. A morte do Comediante, a cena do sexo consumado entre o Coruja II e a Espectral II.
- A trilha sonora foi muito bem escolhida e executada, no momento certo, no clima certo.
- A cena de abertura e os créditos iniciais por si só valeram o filme, um filme me pega quando começa à 200 Km/h, Watchmen começou à 500 Km/h.
- As atuações de Jeffrey Dean Morgan como Comediante, Patrick Wilson como Coruja e de Jackie Earle Haley como Rorschach são dignas de nota por todo o ano. São todos muito fiéis e alguns até mudaram minha visão a respeito dos personagens.
- O filme é visualmente maravilhoso, ajuda muito o fato do elenco feminino do filme também ser um deleite aos olhos.
Contras
- Essa “transposição literal” causou alguns problemas na narrativa, já que uma obra com 12 capítulos não caberia de forma alguma em um filme só. Não em um com menos de quatro horas.
- A dublagem do Dr. Manhattan é um pouco incômoda para os mais críticos, parece sem sincronia.
- Senti falta das cenas com o jornaleiro, apesar de entender seu não uso. Mas seria interessante dar ao espectador um pouco da visão “cívil” de tudo isso.
- As cenas de Marte, umas das mais importantes da Graphic Novel, foram mal executadas e pareceram estar perdidas no meio do filme.
- O exagero na ação gerou um problema: as partes sem ela praticamente anulavam a injeção de adrenalina, causando confusão nos leigos.
- As mesmas cenas de ação exageradas, na qual os vigilantes destruiam paredes gerava a dúvida se eram superseres ou pessoas normais fantasiadas.
- Malin Akerman, intérprete da Espectral II é linda, mas fez a mesma cara de pôster quase todo o filme, seus melhores momentos eram as cenas no escuro, lamentável, uma das minhas personagens favoritas.
Compre Watchmen – Edição Definitiva por R$ 120,00 no Submarino.
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Publicado por Marco Rigobelli em 10/01/2009
No primeiro texto depois de um breve retiro desse que vos escreve, voltamos com a primeira Aula de Roteiro do ano!
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Publicado por Marco Rigobelli em 06/12/2008
Essa pode ser considerada a parte menos trabalhosa de todo o processo de criação e desenvolvimento da história. É aqui também que tudo se conclui e afunila para o roteiro dos capítulos ou da edição, tanto faz.
Nesse estágio do trabalho, você pega tudo o que foi feito até então e condensa em algo coeso. Mesmo aqui, ainda é possível transformar uma história ruim em algo bom, apenas sabendo escolher sabiamente o que fica e o que vai ser descartado entre as idéias que você teve até agora.
Mas como, e em qual ordem você faz isso é muito pessoal, eu costumo primeiro ligar as histórias e os acontecimentos de cada personagem fazendo uma revisão, porque por mais que nada disso seja mostrado ou mesmo usado durante o decorrer da HQ, eu acho importante saber de todos esses detalhes para enriquecer os personagens, para entender como a psicologia deles funciona e assim torná-los mais críveis como pessoas (ou animais falantes, alienígenas, demônios…). Depois, organizo o cenário e como os personagens se situam nele, além de colocar como o mundo se envolve e o quanto ele é responsável pela história, repito, isso é pessoal; até porque, uma das minhas características é sempre destacar o cenário da história como um dos protagonistas, tentar esclarecer quais foram as influência nas personalidades dos personagens pelo que o mundo foi responsável.
Aqui, muitas das idéias podem surgir sem aviso, que talvez mudem completamente os planos do autor e podem até concertar algumas displicências do enredo, o Plot pode ser aperfeiçoado e o andamento das páginas é planejado. Aqui também é quando muitas idéias já concebidas podem e vão ser colocadas em cheque ou até mescladas tornando o enredo mais consistente e surpreendente para o leitor.
Não que isso tudo que foi planejado vai ser seguido, dificilmente é. A história sempre pode tomar rumos inesperados, até porque, quem deve guiá-la são os personagens, não o roteirista. A organização serve exatamente para que a história tome um rumo próprio mas sem parecer confusa ou improvisada em excesso.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
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Publicado por Marco Rigobelli em 11/06/2008
Esse texto é uma continuação de Homens são Roteiristas, Mulheres são Desenhistas.
Depois de estudar os padrões comportamentais tanto dos(as) roteiristas quanto dos(as) desenhistas. Vamos agora traçar um paralelo da árdua tarefa que é fazer quadrinhos em parceria. Ou quando o Roteirista e a Desenhista se casam.
Esse momento geralmente é marcado pela Ilustradora aceitando a proposta de bom grado, inclusive dando sugestões, o que denota interesse por parte da mesma.
Essa é a fase do namoro, quando tudo é lindo, planos brotam pelos poros a cada conversa, tanto Desenhista quanto Roteirista estão se conhecendo. Tudo naquele projeto soa bem, e assim como em um namoro, as pessoas ao redor de ambos os envolvidos podem ser (e geralmente serão) contra o relacionamento. Às vezes por não acreditar no projeto mas na maioria das vezes é por simples ciúmes mesmo.
É durante o namoro que grande parte das coisas que darão certo no projeto surgem. É a experimentação, quando ambos aprendem muito um com o outro.
Com o tempo, as experiências e descobertas do namoro podem dar lugar para a rotina. Um momento de torpor pelo qual os dois passam onde nada é criado, todo o processo criativo é substituído pela organização do que já foi feito. Em outras palavras, eles discutem a relação.
Essa fase de rotina geralmente seguida de desconfianças e medos. Principalmente dos famigerados projetos paralelos.
As “escapadas” no relacionamento, geralmente são curtas e proveitosas, trazendo tanto ao roteirista quanto à desenhista experiência e evolução. Mas isso tudo vem acompanhado de ciúmes e medo da perda do(a) seu(a) companheiro(a).
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Publicado por Marco Rigobelli em 06/06/2008
É fato, quem faz quadrinhos, ou melhor, quem escreve quadrinhos tem imensa dificuldade em encontrar um(a) desenhista interessado(a) ou mesmo curioso(a) a respeito de alguma obra sua.
Isso em muito se assemelha aos constantes floreios e porque não, patadas as quais os homens, curiosamente em sua grande maioria os homens roteiristas, são vítimas nos flertes do dia-a-dia. Enquanto isso os desenhistas nada fazem. Já que estão em uma posição privilegiada de poderem muito bem trabalhar sem a necessidade de ter um roteirista ajudando. Infelizmente, a recíproca não é verdadeira.
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