No primeiro texto depois de um breve retiro desse que vos escreve, voltamos com a primeira Aula de Roteiro do ano!
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Organizando – O Roteiro – Ordens, escolhas e metodologias de desenvolvimento.
Publicado por Marco Rigobelli em 10/01/2009
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Brainstorm – A história se desenvolvendo – Da explosão de idéias ao enredo de sucesso
Publicado por Marco Rigobelli em 07/09/2008
E é chegada a parte mais interessante e desafiadora do trabalho, encarar a folha em branco, seus personagens ansiosos para se encaixarem nela. A profusão de idéias, durante esse período não se alarme, ponha em ação todas as idéias que tiver, não tenha vergonha, anote tudo em que pensar, não interessa o quão bizarro isso seja já que pode ser transformado em algo útil na história. Essa é ao mesmo tempo a parte mais fatigante e satisfatória do trabalho. Aqui onde suas idéias saltarão de sua mente e entraram em conflito com outras até então já existentes, resultando na eliminação de uma ou na fusão de ambas, é durante esse período da criação que você por mais vezes se sentirá frustrado por seu trabalho estar evoluindo a passos lentos, mas essa é a parte que te deixa mais feliz assim que pronta.
A criação da historia foi muito simplificada pela criação dos personagens nas aulas anteriores, nós já desenvolvemos eles premeditando a função a qual cada um seria responsabilizado no enredo. Sabemos quem são os personagens principais, os vilões, a pessoa comum, como cada personagem reagiria caso se encontrasse com outro, ou passasse por determinada situação. Isso já pode ser considerado meio caminho andado no desenvolvimento da história.
Por isso, aproveite essas informações e povoe sua mente com isso, pense em situações, desfechos, intrigas, começo, meio e fim. Nunca desperdice suas inspirações, leia livros, ouça música, assista filmes, leia quadrinhos… Se ligados ao tema de sua historia, melhor ainda. Saiba que o cérebro humano trabalha de forma bastante caótica, por isso jamais descarte qualquer idéia que tiver, ela pode ser muito útil no futuro ou se provar dispensável mais para frente. Não se esqueça de que quanto mais você absorver e se informar sobre o tema que escolheu mais idéias lhe virão e mais rica será sua historia, por isso não pare de estudar nunca!
Caso alguma ponta solta do enredo esteja sem solução não perca tempo tentando resolver ela! Pule para outra parte, uma hora a resolução vai aparecer, insistir tanto em uma coisa a ponto de esquecer que tudo faz parte do conjunto tem tudo para atrapalhar o avanço do trabalho. E para escrever roteiros você deve ser tudo! Menos impaciente! (não ser muito fã de leitura é outra coisa que o roteirista deve evitar…)
Isso é o que chamamos de brainstorm a “tempestade mental” que é fundamental para o desenvolvimento de qualquer trabalho artístico como esse, que exige planejamento, enredo e cuidado.
Trabalho em equipe pode tanto ser extremamente satisfatório gerando grandes obras com muito menos tempo e estresse quanto pode ser também um grande fiasco, principalmente por várias cabeças mesmo que pensem muito parecido e sejam brilhantes ainda tem características diferentes que podem entrar em conflito no roteiro.
A primeira preocupação do roteirista deve ser criar uma boa historia, independente de seu apelo comercial. Sua faixa etária, publico alvo, alterações comerciais podem ser feitas depois da espinha dorsal do enredo pronta, roteiristas talentosos muitas vezes se revelam nesse momento quando adaptam sua HQ para o mercado sem que ele perca seus atrativos e seu tema central. Isso chega a ser divertido, principalmente quando se tenta passar para o publico infantil, obviamente mais limitado culturalmente, uma historia complicada mas que seria de muita importância para o desenvolvimento dele.
Tentem, isso funciona meio que como exercício, tente construir uma história complexa e madura e passá-la para a linguagem infantil sem tirar muito do charme dela.
O mesmo vale para as historias para um publico mais velho, eles geralmente são muito exigentes quanto à veracidade da historia, sempre querem que ela seja a mais realista possível.
Tente desenvolver roteiros para todos os públicos, depois de algumas historias você conseguira identificar para qual tem mais facilidade e aí sim pode investir sua carreira nela.
Nessas limitações impostas pelo mercado editorial mora mais um dos pontos positivos de se fazer fanzines e quadrinhos independentes: a liberdade.

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Fazer Quadrinhos em Parceria é um Casamento
Publicado por Marco Rigobelli em 11/06/2008
Esse texto é uma continuação de Homens são Roteiristas, Mulheres são Desenhistas.
Depois de estudar os padrões comportamentais tanto dos(as) roteiristas quanto dos(as) desenhistas. Vamos agora traçar um paralelo da árdua tarefa que é fazer quadrinhos em parceria. Ou quando o Roteirista e a Desenhista se casam.
Esse momento geralmente é marcado pela Ilustradora aceitando a proposta de bom grado, inclusive dando sugestões, o que denota interesse por parte da mesma.
Essa é a fase do namoro, quando tudo é lindo, planos brotam pelos poros a cada conversa, tanto Desenhista quanto Roteirista estão se conhecendo. Tudo naquele projeto soa bem, e assim como em um namoro, as pessoas ao redor de ambos os envolvidos podem ser (e geralmente serão) contra o relacionamento. Às vezes por não acreditar no projeto mas na maioria das vezes é por simples ciúmes mesmo.
É durante o namoro que grande parte das coisas que darão certo no projeto surgem. É a experimentação, quando ambos aprendem muito um com o outro.
Com o tempo, as experiências e descobertas do namoro podem dar lugar para a rotina. Um momento de torpor pelo qual os dois passam onde nada é criado, todo o processo criativo é substituído pela organização do que já foi feito. Em outras palavras, eles discutem a relação.
Essa fase de rotina geralmente seguida de desconfianças e medos. Principalmente dos famigerados projetos paralelos.
As “escapadas” no relacionamento, geralmente são curtas e proveitosas, trazendo tanto ao roteirista quanto à desenhista experiência e evolução. Mas isso tudo vem acompanhado de ciúmes e medo da perda do(a) seu(a) companheiro(a).
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Fazer Quadrinhos É…
Publicado por Marco Rigobelli em 03/06/2008
Eu já ouvi dizerem que quadrinhos é coisa de vagabundo, que quadrinhos não dá futuro. Disseram-me até que fazer quadrinhos é uma coisa fácil que eu não deveria complicar tanto, é só colocar ilustrações dentro de quadros e textos dentro de balões. Mas isso é um equívoco sem tamanho, isso não é fazer quadrinhos, o autor de quadrinhos talvez seja o mais completo dos artistas, pois não lhe basta apenas ser um bom desenhista, ele também deve ser um ótimo escritor e um grande contador de histórias, ele deve conhecer o seu publico melhor do que conhece a si mesmo e também tem que manter contato com esse publico quase a mesma quantidade de tempo na qual se dedica aos seus trabalhos.
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